Pare de gastar e comece a investir!

Aqueles que realizam um planejamento financeiro de suas contas pessoais sabem que é muito importante separar o que é um gasto de um investimento.

E mesmo para quem não realiza esse acompanhamento, é importante que, pelo menos mentalmente, você saiba diferenciar um do outro, no momento de decidir-se por um compra de produto ou aquisição de serviço, a fim de manter o equilíbrio orçamentário e continuar avançando em busca de seus objetivos, mesmo que a passos mais lentos.

Lembrando aquela velha máxima que “mais importante do que a velocidade é a direção”, você não precisa ficar estagnado esperando por dias melhores. Com uma administração mais consciente do seu dinheiro é possível manter-se em movimento.

Aqui vão alguns aspectos para te ajudar nessa reflexão:

1.Todo o investimento implica em um gasto, mas nem todo gasto é investimento.

Em linhas gerais, investimento é aplicação de recursos, tempo, esforço etc. a fim de se obter algo. E como a definição já dá uma pista, não estamos falando somente de dinheiro – aspecto que irei abordar mais para frente.

Um investimento está necessariamente ligado ao retorno que ele trará.

Adquirir um imóvel é um investimento. E não simplesmente um gasto. Já que esse imóvel, caso seja alugado, pode gerar um renda adicional, conta como patrimônio e se for destinado a moradia, elimina as despesas com aluguel.

Representa um gasto considerável no orçamento, mas o retorno será proporcional.

2.Estabeleça um objetivo para aquela compra.

Uma compra sem objetivo é simplesmente jogar dinheiro fora.

Ao passar em frente uma loja em promoção não compre apenas porque o valor está com desconto. Você realmente precisa desse item? Pergunte-se qual a função/objetivo disso?

Se precisar realizar uma compra, tem que ser o modelo mais caro? Ou nesse caso pode ser um intermediário? Pense que optar por algo mais barato é temporário e não uma decisão para toda a vida.

3.Calcule o retorno.

Muito cuidado nesse item!

Sua mente vai tentar lhe pregar uma peça e dizer que “comprar aquele sapato novo me faria muito feliz.” Ou “estou tão triste, gastar no meu cartão de crédito me deixaria feliz/aliviado/me sentindo poderoso” ou ainda “preciso de uma roupa nova para impressionar na entrevista”.

Seja racional, pois “o dinheiro e o tolo logo se separam”.

Sabe o que significa? Que você precisa avaliar melhor o retorno. E esse retorno pode ser tanto positivo como negativo.

Quanto tempo dura essa felicidade x o arrependimento por ter adquirido um objeto/serviço essencialmente inútil?

Ou pior, compare a alegria da compra x o sofrimento de olhar sua conta no negativo e com dificuldades para fazer o que realmente é importante para você?

Será que você realmente precisa de uma roupa nova para ir em uma entrevista de emprego?

4.O retorno não é representado apenas por dinheiro.

Assim como o custo pode ser mensurado em tempo ou dor (perda).

Esse item também exige uma reflexão mais profunda.

Se você calculou o retorno apenas baseado em quanto dinheiro pode ganhar com aquele investimento, você corre o risco de deixar aspectos importantes de fora.

Uma pessoa que opta por cortar a academia, precisa ponderar o que mais ela perde além de economizar dinheiro. Será que isso afetará sua produtividade (dormirá mal), sua autoestima (perdendo a forma física conquistada) e saúde (começar a gastar com remédio para gastrite e estresse)?

Note que nesse exemplo, existem outros custos invisíveis que podem aparecer no lugar da mensalidade cancelada da academia.

Nesse sentido, fazer academia é um investimento e não somente um gasto e, cortá-lo, poderá gerar outros problemas, conforme mencionei acima.

Consideramos um gasto, nesse exemplo, se a pessoa não frequentasse a academia ou não estivesse obtendo resultado algum em seus treinos.

5.Pondere o tempo do retorno: curto, médio ou longo prazo?

Investir em um curso de inglês ou outro processo de desenvolvimento pessoal, à primeira vista, pode não te dar um retorno a curto prazo, mas se você avaliar melhor, verá que capacitar-se pode lhe render um emprego melhor, uma promoção ou manter-se no seu cargo em um período de demissões.

Feita essa análise, o segundo passo é verificar o que pode ser cortado para que você possa investir no que é realmente importante e no que pode te levar além.

Lembre-se que é uma decisão temporária, visando um retorno a longo prazo.

Somos regidos por duas grandes forças, buscar satisfação e evitar a dor.

Acredito que a principal reflexão que pode te ajudar muito nesse processo é olhar a decisão da compra sempre sob 04 aspectos:

O que eu ganho (satisfação) x perco (dor) ao adquirir?

O que eu ganho (satisfação) x perco (dor) ao não adquirir?

Como você terá que viver com as suas escolhas, pondere com quais você consegue lidar melhor.

Tenho certeza de que o caminho para a felicidade é composto de clareza. Clareza na tomada de decisões e clareza na administração das consequências.

#sejamais