Dicas de convivência: Como aceitar pessoas com características e valores diferentes dos nossos?

Em um ambiente de trabalho e até na vida familiar, estamos sujeitos a uma convivência forçada com pessoas de quem não gostamos e que justificamos, comumente, como “o santo não bate”.

Existe uma explicação técnica para isso. Muitas vezes, não nos damos bem devido a divergência de perfis e valores. Enxergamos no outro somente aquela característica da qual não gostamos e acabamos generalizando todas as suas atitudes.

Como nem sempre é possível evitar essas pessoas, listo dicas que podem te ajudar a conviver melhor e se sentir menos desafiado pelos seus desafetos.

1. Não é pessoal
Perceba se a atitude que te incomoda é pessoal. Analise a relação dessa pessoa com os outros. Na grande maioria das vezes, aquela pessoa é assim com todos. Ela age seguindo seus princípios e não com a intenção de te ofender especificamente. Tire-se da equação, ou seja, avalie  sem se incluir. Dessa forma, você terá uma visão menos emocional. Claro, pode ser que seja pessoal. Se for, vá para a segunda dica.

2. Tente encontrar a intenção positiva
Toda a atitude é motivada por uma intenção positiva e que está ligada a questões básicas do ser humano, como autopreservação, aceitação, reconhecimentos e etc. Se você não suporta seu parente falastrão, tente perceber se essa é uma tentativa (frustrada, mas positiva) de ser simpático com as pessoas. Talvez ele esteja se sentido intimidado e ache que falando muito ou fazendo piadas indiscretas pode ser aceito no grupo.

3. Não generalize
Um gerente financeiro inflexível pode ser um excelente gestor. Tente encontrar características que você admira nessa pessoa. Talvez, a pouca flexibilidade seja uma exigência do cargo e se fosse de outra forma, ele não conseguiria gerenciar o departamento financeiro. Não generalize a pessoa, como se ela tivesse somente uma característica. Somo seres multifacetados, repletos de nuances. Ninguém é totalmente mau ou completamente bom.

4. Coloque-se no lugar do outro
O que você faria e como agiria? Tente imaginar o que a pessoa está sentido e como seria a sua reação. Talvez você perceba que agiria de forma semelhante. Estabelecer empatia é o primeiro passo para a boa convivência.

5. Aceite as diferenças
Simples, porém complexo. Somos diferentes e é isso que torna a nossa experiência tão rica. Aceite que as pessoas pensam de outra forma e isso não é necessariamente errado. E que elas podem te dar ótimos exemplos, mesmo que sejam exemplos do que não ser.

Eu gosto de lembrar que essas dicas te ajudam a se sentir melhor frente aos outros. Não quer dizer que você passará a gostar deles, apenas que vai aplacar o seu discurso interior de rejeição e conseguir trabalhar, dialogar e até conviver nas festas de fim de ano sem querer pular no pescoço do outro.